Uso consciente das Redes Sociais

Uso consciente das Redes Sociais

Ontem vi o documentário da Netflix – O Dilema das Redes, sobre a manipulação que estamos submetidos como usuários das redes sociais.

Sim usuários, termo que se usa para dependentes de drogas.

Pensei muito se, eu iria seguir usando as redes.

O porque uso as redes.

E pensando de que forma posso contribuir para essa desconstrução.

Impossível ver o Documentário e não pensar em fazer algo.

Quantas horas por dia você passa no celular?

Algumas atitudes imediatas já implantei:

Ficar atenta ao uso consciente do tempo.

Ficar atenta as emoções que possam ser manipuladas.

Tirar as notificações automáticas que nos roubam do mundo real e nos colocam de volta para dentro da maquina.

Seguir pessoas que pensem diferente de mim para me tirar da bolha polarizada.

Não abrir mão da vida real.

Estar nas redes só me interessa se for para contribuir com algo, com alguém.

Criando conteúdos verdadeiros que possam, de fato corresponder a quem eu sou, no que acredito e vivo.

Sim, eu sou teimosamente otimista e acredito que as redes possam ser espaços de diálogo também, se ficarmos atentos para não ser manipulados.

Sim eu acredito que o mundo pode ser mais gentil, humanizado, colaborativo e com mais diálogos de paz.

Sou participante na transformação que quero ver no mundo e sei bem onde inicia o meu fazer. Bem aqui, no meu mundo interno.

Eu me trabalho muito e gosto.

Acredito que os limites da minha subjetividade, emocionalidade definem os limites da minha prática enquanto Terapeuta e enquanto pessoa, cidadã responsável no mundo.

Então não é do lugar de ensinar autoconhecimento que falo.

O que busco é vivenciar, evoluir no conhecimento de mim mesma.

E, se ao compartilhar o que estou vivendo e que me faz melhor isso inspirar pessoas, meu propósito se fortalece.

Amo evoluir com os relacionamentos genuínos do cotidiano de nossas vidas diárias tanto quanto teóricos e teorias complexas.

Cresço e aprendo muito com pessoas plenas, em seus momentos de sucesso máximo, da mesma forma que acompanhar profundos sofrimentos emocionais e desesperanças me fortalece e me faz melhor.

Quero falar de diálogos internos produtivos e colaborativos onde os Personagens que nos habitam possam ser nossos grandes aliados para evoluirmos, colaborando em novos itinerários de velhas questões.

Quero que a suplementação dos parecidos me fortaleça.

Tanto quanto quero por perto os que pensam diferentes de mim.

Ah! Quero os suficientemente diferentes.

Nem radicalmente diferentes que gera dor, micro violências, nem os pouco diferente que não coloque boas e necessárias dúvidas nas minhas certezas.

Preciso da ajuda dos diferentes para fortalecer minha humildade e furar minha bolha de verdades estabelecidas.

E este é o grande risco: O risco das polarizações.

Polarizações, radicalizações não geram diálogos. Geram conflito e roubam a paz.

Sou portadora de um eterno e doce desajuste.

Sempre olhando pro sistema de fora da caixa.

Um olhar atento pro mundo que vivo e outro pro meu mundo interno.

Aqui nas redes sociais, sigo buscando novas maneiras de inspirar pessoas em seu bem estar e suas liberdades de ser, suas singularidades, em um sistema social que pressiona no caminho oposto.

Por isso, com essa intenção, verdade e consciência, seguirei usando as redes, colaborando para o seu uso consciente e denunciando sempre as manipulações.

Por mais diálogos no mundo!

 

4/10/2020

 

Telma Pereira Lenzi

 

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