Confiança no Casamento

Confiança no Casamento

Recebi essa pergunta pelo site.

 Você acha possível um casal que perdeu totalmente a confiança de ambos os lados poder recomeçar o relacionamento e ser feliz?

Fiquei pensando sobre o que significa para cada um, para cada casal da palavra CONFIANÇA. 

Quais os significados que me vem sobre ela para iniciar uma reflexão?

Para mim…

Confiança tem a ver com entregar-se e com receber o outro. 

Confiança tem a ver com permitir ser cuidado e cuidar do outro.

Confiança tem a ver com o ato de amor: Aceitar o outro como o outro é. 

Confiança tem a ver com amar a si: incondicionalmente você não se abandonará. 

Confiança e autoconhecimento andam juntos: você conhece os motivos que te mantém junto ao seu parceiro (a)?

Confiança e responsabilidade andam juntas: você é totalmente responsável por seus momentos de felicidade e sofrimento. 

Você pode confiar em você, em suas atitudes e em sua própria coerência e incoerência? Será que já entendeu a natureza complexa da vida e de nossa humanidade?

Somos todos tão diferentes. Somos todos múltiplos em nossas vidas interiores.

Aceitar a realidade como ela é não causaria tanta desilusão. 

E aí mora um grande dilema. 

Não podemos atribuir ao outro a causa ou a responsabilidade das nossas (in) satisfações. 

E quando temos dificuldades de olhar para essa questão, criamos jogos, mantemos crenças limitadoras, geradoras de culpa.

Criamos uma outra versão para os fatos, até que finalmente conseguimos nos tornar vítima (igualmente nos tornamos o próprio vilão) da nossa história e das nossas relações. 

Quem traiu a quem com isto? 

Quem não foi digno de confiança?

Não importa o autor, o jogo é a dois. 

Todos jogam.  Este não é o problema. 

A questão é qual o jogo que se joga: 

AMOR ou ÓDIO.

CONSTRUÇÃO ou DESTRUIÇÃO

COLABORAÇÃO ou COMPETIÇÃO. 

Qual o final desta história?

Um casal pode voltar a ser feliz? 

Sim. Pelo exercício de amar.

“Amor é a emoção que constitui as ações de aceitar o outro como legítimo  outro na convivência.

Portanto amar é abrir espaço de interações recorrentes com o outro, na qual sua presença é legítima, sem exigências” (Maturana)

Um casal pode reconstruir-se sempre. 

O que precisa ser evitado é o recomeçar do jogo paralisante da culpabilização. 

E se for necessário o afastamento, a separação, se faça com respeito a si e ao outro, e não pelo jogo da vitimização.

Seja confiável para você mesmo!

Telma Lenzi | 2003

OUÇA ESSA CRÔNICA GRAVADA

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