Mude

Mude

Mude

Vamos mudar?

Mas vamos devagar que o caminho é longo e lindo.

E não queremos perder a paisagem, nem o pôr do sol.

Vamos tentar outros caminhos?

Nada que assuste, só que mobilize alegria, bem estar e esperança.

Mude o roteiro, o cabelo o estilo de roupa. 

Ou exatamente não mude o roteiro, cabelo ou estilo. 

Mude a autocrítica exagerada sobre si. Não escute depreciações ou sugestões. Ninguém sabe melhor de você do que você mesma.

Acredite nisso. Você é único.

Não gostou. Mude de novo. Mude de volta.

Nada te obriga a ter uma constância limitante.

Somos muitos em nós. Uma vida é pouco para viver todos as nossas incoerências ambivalentes e belas. 

Todos os nossos Personagens Internos merecem um pouco de protagonismo.

Porque ser um só, ter unanimidade em si nos limita, não permite ver o mundo de outras perspectivas. 

E são tantas e belas e loucas possibilidades.

Você sorri animada e acanhada, mas se diverte com meus vários eus, e seus vários eus.

Não faça do hábito um repressor de liberdades. Ame a novidade. 

Durma mais tarde. Durma mais cedo. Ande descalço, use um coturno. 

Se não foi bom não repita. 

Se foi queira sempre mais, novas cores, novos sabores, novos caminhos, novas delícias, novo amor, nova vida.

Sinta o novo todo dia. O novo dia não chega pronto. Ele se apresenta para ser construído. 

Somos autores do nosso script. Então sonhe, depois crie, depois faça.

E lembre-se de não estar sozinho!

Somos relacionais. Nos validamos na validação do outro. 

Sonho que se sonha junto tem mais força para virar realidade.

Escolha a sua comunidade. Escolha o seu braseiro, os seus parecidos.

São eles que vão  legitimar suas ousadias. 

E suas ousadias vão fazer que muitos se encorajem e voem longe e mudem o que cada um precisa e quer mudar.

Telma Lenzi 

Maio /2020

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