Nosso primeiro heroi, perfeitamente imperfeito

Nosso primeiro heroi, perfeitamente imperfeito

Pai
O primeiro herói de um menino,
O primeiro amor de uma menina.

E em nosso primeiro laboratório social (a família) treinamos e incorporamos esta relação e a levaremos por toda a nossa vida, repetindo-a.

Mais do que gostaríamos seguiremos arrastando esse padrão.

Com toda a força da saudade emocional da infância, carregaremos nossas lentidões.

A cada encontro atual, tentamos sobrepor o que vivemos com eles, nossos pais.

Buscamos as relações que se assemelham, e quando achamos, nosso personagem criança vai querer sempre mais. Mais e mais.

Tanto das lembranças ruins quanto as boas, e dificilmente viveremos a relação presente sem essa sobreposição esmagadora.

Final infeliz para todos.

Nosso primeiro herói, nosso primeiro amor era humano, perfeitamente imperfeito.

Nesta condição nos amou e nos magoou. Com sua história e suas lentidões nos causou danos que nos desafiam a ir além.

Essa é a jornada do crescimento. A evolução que viemos fazer como pessoa.

Temos os pais que era preciso ter.

Escolhemos de um jeito ou de outro, por isso.

Não há lugar para ser vítima.

Só lugar para heróis e heroínas de nossa própria história.

A “Jornada do Heroi” é o acolhimento do que vivemos e viveremos: acolher nossas histórias, acolher nossos pais e nossos sofrimentos. Compreender que o MEDO é o vilão.

Ele transformou amor em dor, preocupação em raiva ou abandono, proteção em castigo.

Ao mesmo tempo ele, o MEDO é nosso maior protetor.

E assim seguimos.Tanto nós quanto nossos pais e nossos filhos, sem a medida exata para equilibrar este paradoxo. Abrir mão da luta e sentir.

Somente pelo recurso do afeto, do acolhimento, do feminino alcançaremos esta complexidade.

Pai:

tú sempre foste e és o catalizador de todos o meu processo de evolução.

Sou o que gosto de ser devido a ti.

Mais do que sempre te agradeço por ter tido a honra de ser um dos teus filhos e viver contigo todas as minhas histórias.

Agradeço ainda a forma especial que te tenho presente em todos os meus diálogos internos e externos a cada momento em que vivo.

Tu foi meu herói, meu grande amor, agora meu incentivador, meu amigo.

Hoje estamos lado a lado, cuidando de cada idealização de cada saudade.

Ah!

Mas não posso negar que a dor da saudade física ainda me quebra.

Mas hoje é dia dos pais e me rendo a ela.

Te amo.

Telma Lenzi | Agosto de 2014

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